Câmara Corporativa
‘O Governo tem estado bastante bem nas respostas que tem encontrado para a crise financeira, que, de resto, não são respostas muito originais, são concertadas ao nível europeu, mas que têm funcionado bem em Portugal’.
Pedro Passos Coelho (10.12.2008), subscrevendo a “festa socialista” de combate à maior crise dos últimos 80 anos
Quarta-feira, Junho 19, 2013
"Um homem para todas as estações… e apeadeiros"
Francisco Seixas da Costa preocupado com futuro de Barroso (ou, para ser mais rigoroso, com o nosso futuro):
- “Interpretando esse conjunto de motivações, todos não seremos nunca de mais para procurar ajudar a que o dr. Barroso venha a ter acesso a um qualquer destino internacional alternativo àquele em que, na última década, tanto se tem ilustrado. Ao desejar e fazer isso, privar-nos-emos, com desprendida generosidade, de testemunhar uma sua eventual presença futura em alguns lugares institucionais da pátria. Mas esse é um sacrifício que, por todas as razões, só tem condições para nos motivar.”
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Que é feito dos defensores da democracia liberal?
O Presidente da Venezuela veio a Lisboa assinar 14 protocolos de cooperação económica no valor de 6 mil milhões de euros. Onde estão todos aqueles que, quando José Sócrates procurava estreitar as relações económicas com a Venezuela, onde reside uma das maiores comunidades de portugueses, se levantaram contra essa ignomínia? Rendes-te também, Zé Manel Fernandes, tu que atafulhavas o Público com arrebatadas prosas segundo as quais tais relações económicas punham em causa, sabe-se lá porquê, a democracia liberal que tanto prezas?
Por ironia do destino, coube a Paulo Portas — que se destacou nesta campanha contra o estreitamento de relações económicas com a Venezuela, por ser dirigida por “um ditador anunciado e só não vê quem não quer” [Sol, 16.11.2007] — apor a sua rubrica nos 14 protocolos de cooperação. Foi no CCB.
Por ironia do destino, coube a Paulo Portas — que se destacou nesta campanha contra o estreitamento de relações económicas com a Venezuela, por ser dirigida por “um ditador anunciado e só não vê quem não quer” [Sol, 16.11.2007] — apor a sua rubrica nos 14 protocolos de cooperação. Foi no CCB.
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Somos a Irlanda ou a Grécia?
O leitor poderá decidir observando os dados do Eurostat hoje publicados relativos ao PIB per capita em 2012 na União Europeia (ajustado às paridades de poder de compra). Pelo segundo ano consecutivo, o PIB per capita caiu em Portugal, estando agora 25% abaixo da média comunitária. Face ao ano anterior, Portugal apresenta o 2ª maior decréscimo no PIB per capita (a seguir à Grécia e juntamente com o Chipre e Holanda). Veja-se:
O PIB per capita de 2012 é o valor mais baixo desde pelo menos 2001, ano em que esta medida do poder de compra equivalia a 80% da média europeia. O anterior mínimo datava de 2004: nesse ano, o poder de compra dos portugueses estava em 77%.
O valor do PIB per capita português é o segundo mais baixo da zona euro (a seguir à Estónia e juntamente com o da Grécia e Eslováquia), estando 42% abaixo do da Irlanda. Veja-se:
Neste contexto, somos a Irlanda ou a Grécia?
O PIB per capita de 2012 é o valor mais baixo desde pelo menos 2001, ano em que esta medida do poder de compra equivalia a 80% da média europeia. O anterior mínimo datava de 2004: nesse ano, o poder de compra dos portugueses estava em 77%.
O valor do PIB per capita português é o segundo mais baixo da zona euro (a seguir à Estónia e juntamente com o da Grécia e Eslováquia), estando 42% abaixo do da Irlanda. Veja-se:
Neste contexto, somos a Irlanda ou a Grécia?
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O mea culpa segue dentro de momentos
O FMI, seja o polícia bom ou seja o polícia mau, faz primeiro o mal. Depois, olhará para a destruição que provocou (ou para a qual contribuiu) e penitencia-se. Então, a seu lado terá certamente de estar Passos Coelho, que não viu problema nenhum em governar com o FMI e até lamentou a sua “diabolização”.
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O batedor do Governo
| Expresso, 16.05.2009 |
Quando é preciso escolher, Cavaco Silva nunca desilude: aparece sempre, sempre, ao lado do Governo. O homem, que recebe n pensões que diz não lhe garantirem uma vida decente, que se passeia e come à mesa do Orçamento, que se faz acompanhar nas visitas de Estado de sua mulher para realizar o sonho de Maria de conhecer as Capadócias deste mundo, afirmou ontem: “Criou-se uma cultura de proteccionismo social do Estado”.
Quando o Governo quer fazer um corte de 4.700 milhões de euros, uma palavra amiga em apoio da “refundação do Estado Social” cai sempre bem. Os amigos são para as ocasiões. Nem que para isso se tenha de passar por cima da miséria que alastra no país, onde metade dos desempregados não tem direito quaisquer apoios sociais.
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Barroso: “le dernier bastion d’un ultralibéralisme de choc”
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Subir ao calvário
Daria muito jeito a Fernando Reboredo Seara aproveitar a trapalhada em que o Dr. Relvas o meteu para desaparecer. Mas o PSD avisa-o de que a promessa de um lugar na lista para o Parlamento Europeu tem como contrapartida a subida ao calvário — independentemente das decisões dos tribunais.
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O olhar de um historiador
A última edição do Expresso convidou Clara Ferreira Alves, Pedro Adão e Silva, Rui Ramos, Henrique Monteiro, Nicolau Santos e Ricardo Costa a pronunciarem-se sobre os “dois anos de Passos e companhia”, de acordo com os seguintes nove itens: o melhor, o pior, o momento, a frase, a desilusão, a confirmação, a surpresa, a medida e o falhanço.
Se houve várias escolhas que são surpreendentes, talvez a mais arrebatadora seja a resposta dada pelo historiador Rui Ramos à 7.ª questão (“a surpresa”):
Um panegírico a que não falta nada, como se vê.
Se houve várias escolhas que são surpreendentes, talvez a mais arrebatadora seja a resposta dada pelo historiador Rui Ramos à 7.ª questão (“a surpresa”):
Um panegírico a que não falta nada, como se vê.
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A excepção alemã
• Pedro Nuno Santos, A excepção alemã:
- ‘(...) Se foi permitido à Alemanha, porque não exigir algo semelhante para os países alvo de programas de ajustamento?’
Terça-feira, Junho 18, 2013
Por que razão o cherne é conhecido agora por camaleão?
Excerto do editorial da edição de amanhã do diário Le Monde:
O editorial é referido no Notícias ao Minuto (dica do Jumento).
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| (Clique para ampliar a imagem) |
O editorial é referido no Notícias ao Minuto (dica do Jumento).
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Swaps: "Isto nem é fazer da secretária de Estado juíza em causa própria, é o mesmo que entregar o julgamento a um dos arguidos"
Para quem trabalha o governo do PSD e do CDS? Ana Drago responde:
Ana Drago, hoje na Assembleia da República: "A primeira diligência do Governo foi entregar a condução deste processo a Maria Luís Albuquerque. Isto nem é fazer da secretária de Estado juíza em causa própria, é o mesmo que entregar o julgamento a um dos arguidos", acusa a deputada Ana Drago. "E foi assim que a ex-gestora da REFER colocou dois organismos por si tutelados, a Inspeção-Geral das Finanças e o Instituto IGCP, a avaliar a natureza dos contratos assinados, entre outros pela própria secretária de Estado".|
Ana Drago, hoje na Assembleia da República: "A primeira diligência do Governo foi entregar a condução deste processo a Maria Luís Albuquerque. Isto nem é fazer da secretária de Estado juíza em causa própria, é o mesmo que entregar o julgamento a um dos arguidos", acusa a deputada Ana Drago. "E foi assim que a ex-gestora da REFER colocou dois organismos por si tutelados, a Inspeção-Geral das Finanças e o Instituto IGCP, a avaliar a natureza dos contratos assinados, entre outros pela própria secretária de Estado".|
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Vítor Gaspar
Li, reli e não sei se percebi
Editorial do i:
- ‘Portas funciona para o CDS como um PPR. Pode não dar um grande quinhão, mas garante uma receita constante. E isso deve-se à sua liderança, que também é marcada pelo facto de poder ser apresentado como uma figura impoluta do ponto de vista pessoal em relação a qualquer negócio, o que não significa que não gravitem alguns problemas em seu redor, como o caso dos submarinos.’
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O circo desce à cidade
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Para irritação de muito boa gente que disse, à sorrelfa, que ele se havia esgotado quando fez 375 apelos consecutivos ao consenso, o ministro Maduro já começou a mostrar o que vale. Inspirando-se na história do indelével XVI Governo Constitucional, fez aprovar a ideia de descentralizar o conselho de ministros. Estou a vê-lo a vender a coisa a um atarantado Passos Coelho:
- 1. O Governo faz prova de vida.
2. Paulo Portas não pode assim escapar a comemorar com o PSD dois anos de Governo.
3. É uma forma de recolher contributos para a segunda metade da legislatura, porque, apesar de Passos Coelho ter dito há dias que precisava de duas legislaturas para cumprir o seu programa, não há nada em cima da mesa, para além da estratégia de empobrecimento.
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Até tu, Morais Sarmento?
“Governo não pode brincar com pagamento de subsídios”, diz Nuno Morais Sarmento no programa “Falar Claro”, da Renascença, no qual também participou Pedro Silva Pereira. No programa, que pode ser ouvido aqui, discutiram-se os seguintes temas: greve dos professores, subsídio de férias dos trabalhadores do Estado e dos pensionistas e encerramento da televisão pública da Grécia.
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A arte secular da alfaiataria: fatos por medida

Ao excluir a REFER da acção em curso, é poupada a secretário de Estado de Vítor Gaspar, Maria Luís Albuquerque. O Jornal de Negócios diz que “as Finanças chamaram os responsáveis para reuniões onde lhes foi comunicado que iriam ser destituídos de funções.” A notícia não esclarece se foi a própria Maria Luís Albuquerque a comunicar-lhes a decisão.
PS — Marco António Costa anda calaladinho que nem um rato.
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Tomara ele que alguém, para além de Relvas, lhe dê afecto…
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| Foto do PSD de Lisboa enviada pelo leitor Raúl C. |
O percurso actual de Fernando Seara — que, apesar de tudo, se vai mostrando nuns spots publicitários (ou coisa assim) nos noticiários da TVI — faz lembrar a história do rei Senaquerib da Assíria descrita por Eça de Queiroz. Já muito velho e desgastado, perguntava ele quando lhe punham à disposição deslumbrantes virgens: — Como posso eu produzir vida, se vida em mim já não tenho?
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Entrar a matar, sair a morrer
Para evitar que outro se antecipasse, Luís Filipe Menezes lançou a sua candidatura à Câmara do Porto há nove meses. Fez a festa, deitou os foguetes e foi buscar as canas. Com a passagem do tempo, vem descendo nas sondagens, o CDS quer vê-lo longe e parte do PSD portuense anda por outras bandas.
Hoje, lê-se no Público que Salvato Trigo, reitor da Universidade Fernando Pessoa e também presidente do conselho de administração do Hospital Escola Fundação Fernando Pessoa, decidiu abandonar a comissão de honra do candidato do PSD à Câmara do Porto e que tem “estima” por outros candidatos, “em especial” por Manuel Pizarro, o candidato do PS. Salvato Trigo entende que não pode continuar ligado a uma candidatura que está “conotada com o Governo” que “está a atirar o país para o pântano”.
Espontaneamente, está a criar-se um cordão sanitário entre o Governo e o país inteiro — com as candidaturas autárquicas, como a de Menezes, a esboroarem-se.
Hoje, lê-se no Público que Salvato Trigo, reitor da Universidade Fernando Pessoa e também presidente do conselho de administração do Hospital Escola Fundação Fernando Pessoa, decidiu abandonar a comissão de honra do candidato do PSD à Câmara do Porto e que tem “estima” por outros candidatos, “em especial” por Manuel Pizarro, o candidato do PS. Salvato Trigo entende que não pode continuar ligado a uma candidatura que está “conotada com o Governo” que “está a atirar o país para o pântano”.
Espontaneamente, está a criar-se um cordão sanitário entre o Governo e o país inteiro — com as candidaturas autárquicas, como a de Menezes, a esboroarem-se.
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Cavaco e a austeridade
• Mário Soares, Cavaco e a austeridade:
- ‘1. Segundo o Público, Cavaco, num discurso no Parlamento Europeu, criticou a política de austeridade em países vítimas como a Grécia e Portugal. Foi interessante e oportuno fazê-lo. Mas então porque não critica o Governo português fanático da austeridade, e até convidou o ministro das Finanças, Vítor Gaspar (que é quem manda no Governo) e o levou, uma vez, ao Conselho de Estado? O que aliás foi um fracasso enorme, porque nenhum conselheiro lhe fez uma única pergunta...
É contraditório e curioso que o Presidente da República, no Parlamento Europeu, discurse contra a austeridade e em Portugal se cale e proteja um Governo fanático da mesma. E mais: o ache legítimo, quando está paralisado há um mês, sem saber o que fazer e sem rumo. Está a arruinar o País e a vender a retalho (sem se saber por quanto e a quem) o nosso património. Lembremo-nos do desastre que acontece com os CTT, que davam lucros e estão a desaparecer onde fazem mais falta, na província.
A continuar assim não admira que baixe nas sondagens - como nunca se viu - e que em Portugal seja vaiado, quando sai de Belém. O mesmo acontece aos ministros e secretários de Estado deste Governo, a que está ligado, como cúmplice e protetor, ao contrário do que manda a Constituição da República, que jurou cumprir...
Pobre Portugal, que assim não pode deixar de ir, de mal a pior. Todas as portuguesas e os portugueses que amam patrioticamente o seu país o sentem na pele...’
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Leituras
- • Ferreira Fernandes, Fechar os olhos a uma guerra civil
• Paulo Ferreira, Eu fazia greve. Desta vez
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